A Copa 2014 está em pauta, mas infelizmente pelos motivos errados.
Longe de representar um espetáculo do esporte e servir de incentivo à inclusão social e alavancagem da imagem internacional do país, o evento de proporções globais traz ao Brasil todos os holofotes e estes até o momento só tem registrado fatos negativos.
Como fato político que é, a conquista da Copa do Mundo de 2014 deu ao Brasil um status de país competitivo, econômica e politicamente.
Mas como um país que possui taxa de corrupção maior que 50% (mais do que o aceitável e crível), estão vindo à tona os "arranjos" feitos para executar as obras necessárias para a realização do evento.
O tal "jeitinho brasileiro" tem sido exposto ao mundo todo, ocupando as páginas de notícias dos principais jornais (e não só na seção de esportes) com fraudes em licitações, prazos e orçamentos irreais, articulações políticas confusas e comissões parlamentares para companhamento figurativas.
Ao buscar a Copa, o Brasil mostrou dedicação e responsabilidade ao construir uma excelente campanha, com imagens incríveis do país e de suas potências esportivas. Mas isso acabou logo em seguida ao anúncio do vencedor. Já está ganho...fazemos de qualquer jeito.
Trouxe esse tema ao blog, pois trata-se de um fato essencialmente político. As relações internacionais do Brasil estão em jogo e na corda bamba.
Esse mundial pode desmoralizar o país perante as demais potências econômicas.
Pode até parecer que ainda falta muito tempo, mas em termos de aparato estrutural de tamanha proporção requerido pelo evento, isso passa num piscar de olhos.
Um balanço superficial nos põe em desespero. São estádios sem previsão de término, rede hoteleira ainda sem a expansão adequada, infra-estrutura de transporte insuficiente.
Em meio a todas as promessas, saúdo o Rio Grande do Norte, que já admitiu que o projeto de transporte não estará pronto a tempo.
Ano que vem tem eleição, vamos prestar atenção pois vai ter muita gente tentando cooptar eleitores com a fantasia em torno da Copa.