O Blog do Voto publica hoje um artigo de Marcelo Serpa, M. SC. Professor da Escola de Comunicação da UFRJ e Diretor da ABCOP no Rio de Janeiro.

Boa Leitura!

Aurizio Freitas
EDITOR DO BLOG DO VOTO

 


PESQUISA: NUMA ELEIÇÃO, MAIS QUE ALIADA
Por Marcelo Serpa

Três fatores chaves numa eleição: (1) pesquisa para saber o que as pessoas estão pensando; (2) pesquisa sobre a qual se constrói toda a estratégia eleitoral; e (3) fator instrumental por excelência que permite o desenvolvimento tático da operação eleitoral, a pesquisa. Mais que aliada, pesquisa é a própria atividade essencial na base do desenvolvimento da estratégia de uma eleição.

Um Candidato é um núcleo de interesses e de proposições porque se propõe a fazer certas coisas a partir de uma visão de mundo. Sua razão de ser é que gera a candidatura, a partir de uma doutrina que estabelece objetivos: é fundamental entender que o objetivo da comunicação é o efeito.

Então, há objetivos e políticas para atingir a esses objetivos: quem dita isto é o Candidato. Políticas geram, necessariamente, a estratégia, o grande conceito geral. Fragmenta-se a estratégia em táticas para implementá-la: em etapas. Constituem-se ações substantivas e ações de comunicação.

Comunicação não substitui a falta de ações substantivas, não pode fazê-lo. Se, na ação substantiva, falha a campanha eleitoral, é ilusão imaginar que por meio de comunicação se pode iludir, seja quem for, convencendo-o de que se fez o que não se fez. Mais ainda, se as ações substantivas são fracas ou inadequadas, a comunicação freqüentemente gera efeitos fracos ou inadequados: não por causa de boa ou má comunicação, mas porque a própria ação substantiva básica, de alguma forma, resultou falha ou deficiente.

Comunicadores querem atingir um público-alvo que apresenta uma encomenda social, em função dos objetivos do cliente, o candidato, com certos efeitos. Tudo deve ir de encontro ao núcleo de interesses e proposições pré-existentes no público-alvo. Mas, a quem se destinam as ações, substantivas ou de comunicação? O chamado público-alvo. Quem ele é, e o que demanda, em que momento e em que intensidade? Quem responde a estas e outras respostas cruciais que norteiam a eleição moderna?

A pesquisa de opinião, simples assim.

 

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Categoria: Marketing Político/Eleitoral

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