Lídia Cavalcante[1]
Século XXI, era da informação e das redes sociais, o mundo através da internet. Essa é a sociedade na qual nos relacionamos, consumimos, trabalhamos e enfim, vivemos.
Desde os primórdios da civilização - nas cidades precursoras das ciências, das artes e da política - informação é estratégia e quem a possui tem o poder de decidir e a prerrogativa de submeter quem não a tem e, portanto, na história dessa mesma civilização vimos o monopólio da informação ser usado para perpetuar os status quo vigentes em cada época.
Nas últimas décadas, porém, o advento da internet e a difusão da globalização como modelo de organização do mundo, transformaram a informação em algo acessível aos diversos setores da sociedade e em diversas partes do mundo. Apesar disso, o monopólio da informação é algo tão real quanto o era em séculos atrás, pois ela continua sendo estratégica e, portanto direcionada para os interesses de quem a detêm.
Como parte dessa manobra de poder e estratégia, a mídia assume papel central na construção da imagem dos líderes políticos, construindo significados e conhecimentos acerca da realidade. Empregada de forma mais ampla a partir da década de 1990, com o aumento da importância da comunicação de massa, a palavra mídia acaba sendo relacionada com seus diferentes veículos (visual, falada ou escrita) e constituindo um conjunto de instrumentos que promovem uma desterritorialização da informação, nos permitindo “estar”, “conhecer” e “interagir” em diferentes tempos e espaços simbólicos.
A hegemonia da televisão como meio de comunicação de massa, traz ao cenário um elemento de peso na relação política e comunicação através da mídia, fato exemplificado com as eleições presidenciais de 1989, na qual Collor teve sua imagem criada e difundida essencialmente por esse meio, transformando a informação em um grande espetáculo de imagens.
Têm-se mais um desafio à frente, no que concerne o poder sobre a informação e o uso da mídia. A internet torna as imagens palpáveis e modificáveis e as informações nunca são definitivas, estão sempre passíveis e comentários em tempo real.
É esse o desafio e o espetáculo da comunicação política no século XXI: “manter a fidelidade e a credibilidade da informação da origem à fonte com estratégias adaptáveis à velocidade de circulação das mesmas”.
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COMENTÁRIOS
Postado em:
Mai 24, 2010Por:
Lídia,
parabéns pelo Blog e pelos artigos! Esse tema é fundamental no debate sobre a democratização efetiva do poder de comunicação.
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