Lídia Cavalcante[1]
A ciência denominada Marketing Político, que nada tem de mágica, enrolação ou despolitização, ascende naturalmente ao cenário eleitoral em 2010. Poucos sabem que o Marketing Político perpassa todos os momentos da vida política, mudando um pouco de foco durante o período eleitoral e passando a se chamar Marketing eleitoral, pois se refere a um recorte temporal com dinâmica e regras próprias.
Eis que seu destaque atual se dá pelas declarações, em minha opinião equivocadas, da candidata Marina Silva e de seu partido, que declarou inicialmente não estar fazendo e que não vai fazer Marketing Político, e mais recentemente não querer um marqueteiro mandando na campanha.
Pois bem, na definição teórica o Marketing Político é compreendido como um modo de interagir com o cidadão e/ou eleitor baseado em estratégias de ação, planejamento de gestão e estudo do eleitorado, objetivando a sedução e adesão a um dado posicionamento e/ ou projeto político e sua efetivação. Nessa perspectiva, a abordagem não é dada segundo a máxima “vender o candidato como um sabonete”, trata-se do estabelecimento de uma relação permanente do político/candidato com seu eleitor. E ao contrário do que se pensa, lanço mão das palavras de Jorge Almeida (2002) para deixar claro que o papel do Marketing Político não é um empecilho à clareza das ações e informações disponíveis durante uma campanha.
[...] a utilização das técnicas de marketing político é imprescindível na política
contemporânea, independentemente do caráter social e político-ideológico das forças políticas em jogo, mas a utilização dessas técnicas não leva necessariamente à despolitização da política (ALMEIDA, 2002, p. 20)[2].
Esclarecidas as questões, será mesmo que os candidatos não quer estabelecer essa relação qualificada com o eleitor?
[1] Cientista Política com pós-graduação em Marketing político
[2] Almeida, Jorge. Marketing Político: hegemonia e contra-hegemonia, 2002.
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Categoria: Marketing Político/Eleitoral
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COMENTÁRIOS
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Jun 23, 2010Por:
Palavras muito bem ditas do Jorge Almeida. Como ser eleito sem um Marketeiro? Queria mesmo uma explicação cabível do PV. É necessário sim Estratégias Eleitorais e Marketing Eleitoral! É necessário o Buzz Marketing para a "sedução" e o Marketing One to One para a fidelização do eleitor. E principalmente, na Estratégia Eleitoral tem que estar incluso as Mídias Sociais. Hoje, no meu ver, é um principio básico para qualquer candidato, seja ele pra Vereador ou para Presidente da República.
Muito bom o seu artigo Lígia.
Postado em:
Jun 23, 2010Por:
Palavras muito bem ditas do Jorge Almeida. Lembrando ainda que em 2002 as redes sociais não eram ainda um "grande foco" para arrecadação de votos. Como ser eleito sem um Marketeiro? Queria mesmo uma explicação cabível do PV.
O mundo contemporâneo necessita de comunicação. Necessita de Buzz Marketing e até de Marketing One to One.
É necessário sim! Estratégias eleitorais e Marketing Político ou Eleitoral.
O artigo ficou muito bem escrito. Parabéns Lídia.
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