A dinâmica eleitoral apresenta questões peculiares esse ano.

Podemos enumerar a "concorrência" da Copa do Mundo, que leva a atenção do cidadão/ eleitor para longe do cenário político e torna qualquer ação por partes deste, perigosamente propensa e ser entendida como oportunista. Portanto, temos efetivamente, 03 meses de campanha pública, uma verdadeira corrida contra o tempo.

Temos ainda a possibilidade do uso da internet na comunicação com o eleitor. Mas como usar todo esse "poder" da comunicação em tempo real? A escolha detalhada dos públicos e das mensagens torna a estratégia segmentada quase em infinítas possibilidades, trazendo um desafio produtivo aos estrategistas.

De um ponto de vista não tão animador, temos o fato de estarmos em uma disputa esvaziada de propostas e projetos políticos abrangentes. Infelizmente esse fato irradiou para as disputas estaduais, onde se fazem alianças quase absurdas entre partidos que não tem absolutamente nenhuma identificação histórica e propositiva.

É fato que o voto no Brasil não é ideológico, mas agora os partidos e a política parecem também não mais ser. É preciso pensar em democracia, em ideologia, em propostas condizentes com os anseios da sociedade e das sociedades que existem em cada estado ou município. Se nós não pensarmos, quem o vai?

O cidadão é obrigado apenas ao ato de votar, mas como irá fazê-lo depende de um conjunto de significados que influenciam suas escolhas, e não se deve fazê-las no "bem-me-quer/mal-me-quer".

 

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Categoria: Eleições 2010

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