Em meio a uma suposta "crise" no Governo Dilma, o fogo se alastra em torno do circo que se tornaram alguns Ministérios.

Tudo começou com o Ministério dos Transportes (pelo menos foi quando toda a população/ eleitores tomaram conhecimento pela mídia) e as notícias de hoje abrem os livros nada limpos do Ministério do Turismo.

Diretamente ligados às cotas partidárias do PR e do PMDB, os respectivos dirigentes se apressam em dar as mais antigas e ineficazes justificativas "eu não sabia de nada", não foi durante a minha gestão", "eu estava de licença" e a melhor de todas "é perseguição política".

Por trás de toda essa enxurrada, o que todos os analistas políticos atentos já devem ter percebidos e ainda terão tempo pra perceber, é que Dilma não comunga da velha tradição da irresponsabilidade no Executivo.

A lógica de uma administração, seja pública ou privada, é que o gestor tem a responsabilidade sobre as ações da instituição e, consequentemente, seus subordinados diretos e indiretos. Curiosamente nossa cultura política tem enterrado, ao longo do tempo e dos governos, essa lógica.

Dilma verbalizou, em entrevista recente que, a partir de agora os gestores dos Ministérios deverão responder pelas ações de suas pastas e pelas demais instâncias subordinadas. Parece óbvio, mas no país do "eu não sabia o que acontecia na minha casa", o óbvio precisa urgentemente ser dito.

Em minha opinião, estamos caminhando (ou quem sabe correndo) para o fim da era do "eu não sabia de nada" e alicerçando a era do "você vai ser punido sabendo ou não".

O que está havendo no Governo não se chama CRISE, se chama FAXINA, como nunca antes na história desse país.

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Categoria: Partidos Políticos

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