Apesar de a imprensa noticiar constantemente a "faxina" que a presidente Dilma está fazendo nos Ministérios - agora reavivada com as denúncias contra o Ministro dos Esportes, Orlando Silva - alguns outros fatos se escondem por trás das manchetes.
Creio que devemos nos ater a pelo menos dois pontos: a postura da presidente e os mecanismos de execução dessa corrupção.
Sobre a postura da presidente, pode-se observar sua inteligência estratégica quando age friamente ao aguardar o desenrolar dos fatos, sem tentar abafar a situação ou se livrar do (s) protagonista (s) dos escândalos às pressas. Dilma, ao assumir tal postura, manda o seguinte recado aos cidadãos/eleitores e aos grupos políticos: "Esse governo não será construído em cima de tapetes embaixo dos quais se pode varrer de tudo!".
Não quero dizer com isso que teremos um governo idôneo nem perfeito, o que podemos observar é que não se trata mais da farra desmedida de atrocidades cometidas contra a administração pública e contra à inteligência da sociedade. Esse governo tenta se desvencilhar da imagem desgastada por mensalões e sucessivos escândalos administrativos.
Outro ponto a ser destacado é como um histórico de impunidade permite que gestores públicos de alto escalão se comportem como vigaristas comuns ao receber e repassar dinheiro dentro das dependências dos prédios públicos (como já vimos em inúmeros vídeos nos últimos anos), materializando uma total predominância do interesse privado em detrimento da esfera pública.
A atitude de Dilma em responsabilizar o gestor por seu destino positivo ou negativo, trata-se de uma mudança de posturas radical, na qual é reafirmado que o cargo de ministro é baseado antes de tudo na confiança e quando esta for quebrada, a relação acabará, independente de negociações partidárias e pressões políticas.
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Categoria: Análise de conjuntura e de cenários
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